Kitsch??? o-O
Mas o que é kitsch afinal?
Vamos lá: alguns livros sugerem que a palavra kitsch nasceu, vejam só, em Munique, na Alemanha, para designar trabalhos artísticos apressados e mal feitos, próprios da cultura de massa. Outras fontes, porém, defendem que o termo veio da Áustria, onde as pessoas (as chiques, é claro) usavam-no como uma gíria para designar objetos de valor estético discutível, gosto pelo exagero e apreço pela falsificação (réplicas de quadros famosos, por exemplo). Acredita-se que este estilo ganhou força no começo do século XX como crítica ao consumismo exacerbado da burguesia em ascensão.
Hoje pode ser associado ao brega ou ao “cult” , tudo vai depender do critério e do humor de cada um. :)
O kitsch tem alguns princípios que o tornam facilmente identificável. Preste atenção:
1. Princípio da inadequação: é quando se observa no objeto um desvio da sua forma em relação à sua função básica. Um apontador em forma de torre Eiffel é um bom exemplo. A forma da torre em nada contribui para que o apontador funcione melhor, mesmo porque quase ninguém usa esse objeto para apontar lápis (normalmente é comprado em uma loja de quinquilharias chamadas poeticamente de souvenirs e vai repousar sobre alguma estante, mostrando que o dono é um sujeito viajado ou tem alguém na família que é). \o/ #colecionosouvenirs
2. Princípio da acumulação: é a compulsão pelo preenchimento do vazio com texturas e adornos. É o exagero em seu elemento, o horror à limpeza visual. Ex: a típica “perua” coberta de jóias e roupas de etiqueta com estampas chamativas; folhetos cheios de fotos e informações que não interessam, estão lá apenas para aproveitar o espaço. Em tempos “internéticos”, dá para ver muito site por aí que não tem nenhum vazio para nossos olhos darem uma aliviada, é tudo coberto. Se a gente amplificar mais o conceito, vai ver que também se aplica a quem fala sem ter o que dizer, só para evitar o silêncio, que é o espaço em branco do som. Isso acontece em vários níveis, inclusive em redes sociais (procure que você vai achar um monte disso no Twitter e no Facebook). Tenho que confessar, gosto de casa cheiinha, com muitos móveis, objetos de decoração, quadros e estante lotada de livros. Já dos excessos virtuais não compartilho, pelo contrário, tenho até uma certa aflição.
3. Princípio da percepção sinestésica: são as múltiplas relações sensorais provocadas por um único objeto (ex: carta perfumada, caixinha de música com bailarina, websites com música de fundo, cartões de natal com cheiro e som, enfim, todas essas coisas que depois você não sabe como se livrar depois de experimentar uma vez…). Sou uma sinestésica convicta, do tipo que pode viajar décadas através de um simples cheiro ou de som peculiar…
4. Princípio da mediocridade: é o que trata de modismos e o uso abusivo de clichês de grande aceitação pela massa, como o baixo nível cultural da comunicação e uso do grotesco (como é o caso da decoração de natal com neve e renas em um país tropical; propagandas com termos em inglês num país onde essa não é a língua oficial — vide lojas que vivem promovendo “sales” e “% off” no Brasil; ou ainda belas mulheres, quase nuas, em campanhas de cerveja- nunca entendi essa associação…). Ai, ai, ai, dessa eu quase escapei… se o meu blog não tivesse nome francês e eu não usasse várias palavrinhas em outros idiomas também…ufa!
Ah, também dá para reconhecer traços do kitsch por outras características marcantes:
* Linhas: são sempre curvas e complexas; as superficies são exaustivamente adornadas (atulhamento total, não há espaços vazios). Quando o assunto é decoração, não consigo ser minimalista! E acho uma graça a casa da Natália, personagem de “Adorável Psicose” (Multishow).
* Cores: são vivas e contrastantes, normalmente em tons degradês e com efeitos especiais, sombras, texturas e relevos (o pôr-do-sol em ilustrações é um ícone kitsch). Adoro cores contrastantes e sou louca por texturas!!! =/
* Materiais: imitam outros materiais (fórmicas que imitam madeira, plásticos que imitam metal, pedras que imitam diamantes, pinturas que imitam material envelhecido, acrílico que imita vidro). Dessa eu passei!!! Será?!
* Dimensões: as dimensões são sempre exageradas para mais ou para menos (miniaturas de monumentos, insetos gigantes, maquetes usadas como enfeite, objetos de Itu, etc). Mais essa… eu adoro miniaturas e tenho uma coleção de “lindos” porcos que cresce a cada dia… (vamos pular a parte dos pingüins, do relógio “cuco” e outras cositas mas!!!)
Pra mim já deu, eu amo o kitsch e sou feliz!!!:D
Sendo assim, prefiro acreditar que é um movimento “cult”! hehe
E você, qual coro engrossa?
Bisous*o* (ixiii… Mais um vestígio kitsch!)
**Observação óbvia: tudo o que está em destaque corresponde aos meus pensamentos internos!
Fontes de pesquisa: Wikipédia, Acha notícias.com.br
Imagens: google
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OLÁ vamos começar o novo ano com alegria e .Sabe de uma coisa acho que toda pessoa curte kitsch.gostei .beijos
por eneisa -
Hummm…acho que não sou chegada nesse estilo. Ele me dá uma certa aflição, principalmente pelo aspecto do acúmulo.
P.S. Que bom que o LCAC começou o ano com força total!Já estava com saudade. Beijos!
por Marga -
Eneiva, saudade de você e do blog!Esse momento kitsch, me deixou maravilhada! Amo e assumo!rsrs
por PatCh -
Quanto tempo! É pela falta dele que deixo de visitar o site. Deu certo hoje! Saudades! Aqui na paz, graças a Deus! Essa postagem me chamou atenção! De certa forma temos um pouco ou muito do kitsch na nossa vida. Eu tenho. E adoro isso. É o colorir da alma. Abraços!
por Marinês









Enfim você chegou!










Oi Neivica !!!! Que saudades do blog!! Gostei muito do post…as vezes me pego muito preocupada se os quadros combinaram com as flores…se está muito cheio, muito vazio…mas olhando as fotos, e claro, respeitando a opinião de cada um, vale a pena ousar, colorir, redescobrir … há to achando minha sala muito preta e branca!!!! kkkk. Fiquei feliz por ter voltado. bjssss
por andresa pagani