Decoração de segunda: projeto penteadeira
16 . 01 . 2012 Em: Decoração de segunda

O que é uma mulher sem uma boa penteadeira??? É só uma mulher atrapalhada que fica correndo de lá  pra cá, entre o espelho do banheiro e a bancada que abriga os seus cosméticos no quarto. #fato

Affff!!!! Desde que percebi que o que eu chamo de penteadeira está  longe de atender às necessidades específicas desse móvel, comecei uma busca incansável sobre o assunto.

Sob vários aspectos importantes que descobri, enumerei os 6 que vão me guiar nesse meu novo projeto:

1) Ergonomia (altura bancada x altura do assento)

2) Iluminação (imitar o efeito das luzes de camarim – em vez de virem só de cima, o que causa sombras nada positivas no rosto, as luzes devem rodear o espelho. E ao contrário do que se imagina, a lâmpada é amarela da versão leitosa (mais difusa) funciona bem melhor que a branca fria).

3) Espaço (suficiente para abrigar e manter tudo ao alcance das mãos). Essa da foto abaixo é um bom exemplo do que eu não quero mais.

4) Divisão do espaço (feito sob medida ou improvisado com caixas, bandejas, divisórias e criatividade. É importante saber onde está cada coisa e manter a ordem visual!)

5) Localização (dê preferência a um lugar onde a luz natural -a melhor- incide diretamente e nunca, nunca faça sua bancada no banheiro; o calor e a umidade são inimigas das maquiagens).

6) Estética (as formas, as cores, os materiais e, claro, o gosto pessoal).

Tudo junto soma FUNCIONALIDADE!

Não da pra ver muito bem, mas essa é a minha penteadeira improvisada que, na verdade, é uma escrivaninha antiga! Vou tentar fotografa-la melhor amanhã e em seguida atualizo o post!

Bisou*o* e ótima semana!!!

 

6 Comentários

Etiquetas: , , , ,

É kitsch mas é legal!
09 . 01 . 2012 Em: Decoração de segunda

Kitsch??? o-O

Mas o que é kitsch afinal?

Vamos lá: alguns livros sugerem que a palavra kitsch nasceu, vejam só, em Munique, na Alemanha, para designar trabalhos artísticos apressados e mal feitos, próprios da cultura de massa. Outras fontes, porém, defendem que o termo veio da Áustria, onde as pessoas (as chiques, é claro) usavam-no como uma gíria para designar objetos de valor estético discutível, gosto pelo exagero e apreço pela  falsificação (réplicas de quadros famosos, por exemplo). Acredita-se que este estilo ganhou força no começo do século XX como crítica ao consumismo exacerbado da burguesia em ascensão.

Hoje pode ser associado ao brega ou  ao “cult” , tudo vai depender do critério e do humor de cada um. :)

O kitsch tem alguns princípios que o tornam facilmente identificável. Preste atenção:

1. Princípio da inadequação: é quando se observa no objeto um desvio da sua forma em relação à sua função básica. Um apontador em forma de torre Eiffel é um bom exemplo. A forma da torre em nada contribui para que o apontador funcione melhor, mesmo porque quase ninguém usa esse objeto para apontar lápis (normalmente é comprado em uma loja de quinquilharias chamadas poeticamente de souvenirs e vai repousar sobre alguma estante, mostrando que o dono é um sujeito viajado ou tem alguém na família que é). \o/ #colecionosouvenirs

2. Princípio da acumulação:  é a compulsão pelo preenchimento do vazio com texturas e adornos. É o exagero em seu elemento, o horror à limpeza visual. Ex: a típica “perua” coberta de jóias e roupas de etiqueta com estampas chamativas; folhetos cheios de fotos e informações que não interessam, estão lá apenas para aproveitar o espaço. Em tempos “internéticos”, dá para ver muito site por aí que não tem nenhum vazio para nossos olhos darem uma aliviada, é tudo coberto. Se a gente amplificar mais o conceito, vai ver que também se aplica a quem fala sem ter o que dizer, só para evitar o silêncio, que é o espaço em branco do som. Isso acontece em vários níveis, inclusive em redes sociais (procure que você vai achar um monte disso no Twitter e no Facebook).  Tenho que confessar, gosto de casa cheiinha, com muitos móveis, objetos de decoração, quadros e estante lotada de livros. Já dos excessos virtuais não compartilho, pelo contrário,  tenho até uma certa aflição.

3. Princípio da percepção sinestésica: são as múltiplas relações sensorais provocadas por um único objeto (ex: carta perfumada, caixinha de música com bailarina, websites com música de fundo, cartões de natal com cheiro e som, enfim, todas essas coisas que depois você não sabe como se livrar depois de experimentar uma vez…). Sou uma sinestésica convicta, do tipo que pode  viajar décadas através de um simples cheiro ou de som peculiar…

4. Princípio da mediocridade: é o que trata de modismos e o uso abusivo de clichês de grande aceitação pela massa, como o baixo nível cultural da comunicação e uso do grotesco (como é o caso da decoração de natal com neve e renas em um país tropical; propagandas com termos em inglês num país onde essa não é a língua oficial — vide lojas que vivem promovendo “sales” e “% off” no Brasil; ou ainda belas mulheres, quase nuas, em campanhas de cerveja- nunca entendi essa associação…). Ai, ai, ai, dessa eu quase escapei… se o meu blog não tivesse nome francês e  eu não usasse várias  palavrinhas em outros idiomas também…ufa!

Ah, também dá para reconhecer traços do kitsch por outras características marcantes:

* Linhas: são sempre curvas e complexas; as superficies são exaustivamente adornadas (atulhamento total, não há espaços vazios). Quando o assunto é decoração, não consigo ser minimalista! E acho uma graça a casa da Natália, personagem de “Adorável Psicose” (Multishow).

* Cores:  são vivas e contrastantes, normalmente em tons degradês e com efeitos especiais, sombras, texturas e relevos (o pôr-do-sol em ilustrações é um ícone kitsch). Adoro cores contrastantes e sou louca por texturas!!! =/

* Materiais: imitam outros materiais (fórmicas que imitam madeira, plásticos que imitam metal, pedras que imitam diamantes, pinturas que imitam material envelhecido, acrílico que imita vidro). Dessa eu passei!!! Será?!

* Dimensões: as dimensões são sempre exageradas para mais ou para menos (miniaturas de monumentos, insetos gigantes, maquetes usadas como enfeite, objetos de Itu, etc). Mais essa… eu adoro miniaturas e tenho uma coleção de “lindos” porcos que cresce a cada dia…  (vamos pular a parte dos pingüins, do relógio “cuco” e outras cositas mas!!!)

Pra mim já deu, eu amo o kitsch e sou feliz!!!:D

Sendo assim,  prefiro acreditar que é um movimento “cult”! hehe

E você, qual coro engrossa?

Bisous*o* (ixiii… Mais um vestígio kitsch!)

**Observação óbvia: tudo o que está em destaque corresponde aos meus pensamentos internos!

Fontes de pesquisa: Wikipédia, Acha notícias.com.br
Imagens: google

9 Comentários

Etiquetas: , , , , ,



Página 1 de 3123